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quarta-feira, 20 de abril de 2011

"25 de Abril"

Aproxima-se o 25 de Abril e para quem não sabe é o dia em que se celebra a Revolução dos Cravos, que foi desencadeada por um golpe de Estado Militar, no dia 25 de Abril de 1974, que depôs o regime ditatorial que, até então, permanecia desde 1933.
Foi implementado o regime democrático com uma nova Constituição a 25 de Abril de 1976, data das primeiras eleições legislativas da Nova República.
Esta Revolução foi comandada pelo Movimento Militar - Movimento das Forças Armadas - composto na sua maioria por Capitães.
A 15 de Maio de 1974, o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República, atribuindo o cargo de Primeiro-Ministro a Adelino da Palma Carlos.
Foi decretado em Portugal que nesta data (25 de Abril), fosse feriado nacional, denominado "Dia da Liberdade".
Quanto ao simbolismo do cravo vermelho, está associado ao facto de no respectivo dia da Revolução, uma florista que levava cravos para um hotel, pela manhã, ter entregue um cravo a um soldado, que o colocou no cano da arma, acto este que, foi imitado por todos os outros soldados.
E por isso é que ainda hoje se diz que foi a Revolução dos Cravos...

Cristina Espalha
20.Abril.2011

Páscoa

A Páscoa está a chegar e com ela, as amêndoas de todo o tipo, cores e formas, os célebres e tão apreciados ovos de chocolate, uma verdadeira tentação e delícia para os mais pequenotes e os graúdos que se juntam à festa com presentes.
Não nos devamos esquecer que a Páscoa é um tempo de solidariedade, de reflexão interior, sobre o que temos feito pelo nosso semelhante...
Que as amêndoas ou doces, não sejam como o queijo, que causem esquecimento.
Sejamos dignos de sermos chamados de seres humanos, a Humanidade precisa e o Mundo agradece e torna-se melhor.
Boa Páscoa para TODOS vós!!!

Cristina Espalha
20.Abril.2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mãe

MÃE,

Ah como eu gostava de voltar para dentro do teu ventre, sentir-me quentinha, aconchegada de amor...
O mundo é cruel, não é para mim, a vida é difícil de viver e eu não me quero perder.
Não quero dizer adeus à inocência que ainda me resta, com as atrocidades do Homem, com o seu olhar sombrio, de um negro maquiavélico.
Deixa-me voltar, prometo não incomodar, e segredar-te baixinho o quanto gosto de ti!
Enrolar-me no macio do teu colo e adormecer, e quando chegar a hora, voltar a abrir a porta para um novo Mundo, um Futuro melhor.
Sê meiguinha, a amiga que nunca deixaste de ser, e diz que sim, por favor...

Cristina Espalha
18.Abril.2011

Indecisão

Inquieta-me ver o quanto as pessoas não sabem o que querem, ainda à dias, durante a minha caminhada, passaram por mim, duas pessoas a conversar, e no nosso cruzamento, eis que oiço queixarem-se do tempo, do calor que tem feito, como se tivessem sido obrigadas a provar algo desagradável...

Dias seguintes, durante a minha caminhada, oiço uma mulher a exercer todo o seu poder vocal à janela, quase que, comendo o seu próprio telemóvel, e dadas as meias palavras que ouvi, quase me atrevo a dizer que do outro lado se encontrava um homem...(Onde será que já vi isto?! É o típico prato do dia em relações intímas)

Hoje, mal chego a casa, e por um triz que não desabava um temporal mesmo em cima da minha cabecinha, no entanto, voltei a ouvir, desta vez os meus vizinhos, queixarem-se de estar a chover.

Bem, como sabem "não se pode agradar a gregos e a troianos", por isso pessoal, decidam-se, ou querem o tempo Primaveril com cheirinho a Verão, ou querem um clima mais molhado...Em que ficamos???
Assim até o S. Pedro se sente confuso!!! Eheheheh


Cristina Espalha
18.Abril.2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Loucura


A Paixão é louca
e o desejo também.
Por favor tira-me a roupa,
Meu bem...
Excita-me!
Massaja-me a pele
com a pontinha dos teus dedos,
como se estivesses a tocar
nos crustáceos no fundo do mar.
Lentamente começo por me perder
nos teus gestos suaves, por vezes selvagens do teu ser.
Entretanto páro, para brincar
com os caracóis
do meu cabelo louro dourado,
quando dou por mim 
estás nú em meu corpo enrolado.
Beijas-me o pescoço,
mordiscas-me a orelha,
causas-me arrepios
sem querer e de esguelha.
Queres que me torne tua,
para quê, se já estou nua?!
Leva-me antes às  nuvens e diz-me o que vês,
sentes e ouves, sussurando baixinho ao meu ouvido:
"Fico doido com as tuas curvas, mas amo o teu interior, Oh meu amor..."
Faz-me sentir o odor a Jasmim,
que depois desta aventura hormonal,
prometo que, já não sais de mim, 
fico, aqui contigo, até que seja Páscoa ou Natal!


Cristina Espalha
Dezembro de 2007

domingo, 3 de abril de 2011

Compacto - Clave de Lua

Como sabem a algumas publicações anteriores, falei-vos dos CLAVE de LUA.
Hoje quero-vos deixar, antes de mais, caros leitores do meu Blog, algumas palavras explicativas sobre a origem das três guitarras que compõem este grupo musical:


"C.F. Martin aprendeu em Viena e foi para a América fazer guitarras. Fundou em 1833 a companhia hoje gerida pelo seu tetraneto. À vista, a Guitarra Steel-String distingue-se pela forma da caixa e pelo braço estreito; mas o timbre deve muito ao barramento (x-bracing) introduzido pelo dito Martin."

"Leo Fender não inventou a Guitarra Eléctrica, mas concebeu modelos simples, versáteis e baratos, que popularizam o instrumento e continuam a ser preferidos por músicos de primeiríssima. Criou, sim, o Baixo Eléctrico (1951). Até aí não havia um baixo tão ágil, fosse de cordas ou sopro."

"Em Londres, a partir de 1734, John Preston fazia as chamadas English Guittars; de 1764, sobrevive uma guitarra (cítara popular) feita em Lisboa por Joaquim Pedro dos Reis. Desde esses tempos, músicos e construtores têm puxado uns pelos outros e chegou-se à Guitarra Portuguesa dos nossos dias."



Relembro-vos de que os Clave de Lua são um grupo composto por três elementos: na Guitarra Portuguesa - Luís Motta da Silva, na Guitarra Baixo - Paulo Costa e na Guitarra Steel-String - Manuel Ribeiro.
Tiveram três actuações (27 de Novembro de 2010, 19 de Fevereiro e 02 de Abril de 2011) no Bar "Anos 60", no Largo de Terreirinho e mais uma (17 de Dezembro de 2010) na casa de Fados "Cantinho da Alegria" em Lisboa, todas tocadas ao vivo.

Segue a Lista que tocaram na sua última actuação: "Canção dos Primeiros Ventos", "Fandanga", "Muito que Pensar", "Sempre em Festa", "Greensleeves", "Manuel Maria/Moleirinha", "Xariaô", "Nocturno", "Onde irão estes Regatos?", "Monte da Lua", "Esse Azul do Teu Olhar", "Sons de Pedrinhas", "Rondó", "Bicho Caminheiro" e "Grande Marcha de Lisboa (de 1955)".

Relativamente a todas estas músicas:

"Greensleeves" é da autoria de John Dowland (1563-1624).

O "Fado Marcha Manuel Maria" é da autoria de Manuel Maria Rodrigues Marques (1855-1936). Juntou-se ao "Fado Moleirinha" (popular) que resultou numa pequena "suite de instituições do fado castiço".

Duarte & Ciríaco gravaram a "Plaina" em 1968. É um tema popular dos Açores.

Casimiro Ramos (1901-1973) guitarrista, é o autor de o "Nocturno".

"Esse Azul do Teu Olhar", uma canção de amor, da autoria de Manuel Ribeiro.

E todas as restantes músicas são da autoria de Luís Motta da Silva.


Por isto e muito mais vale a pena dar um saltinho a www.palcoprincipal.com/clavedelua  e ouvir as músicas de que vos falo...não se irão arrepender!!!


Cristina Espalha
03.Abril.2011

A Longa Espera



Detesto este sentimento de frustação, de inércia que outrém colocam em mim, quase como um duro e pesado fardo sobre os meus ombros, que me atormenta a alma dia e noite, durante quase um ano e meio.
Sinto que o rumo que as coisas estão a tomar, apesar de errado, pode acarretar profundas mágoas, um tanto ou quanto difíceis de sarar.
O tempo vai avançando, o relógio não pára de dar horas e horas, dias, meses, anos vão passando, nada se resolve, tudo permanece na mesma.
Nada mais posso fazer senão esperar, e a espera avizinha-se longa e dolorosamente difícil de sustentar.
Nesta altura, o que mais anseio é poder ter uma varinha de condão e com o seu toque mágico e uns pózinhos de prelim pim pim, poder recuar no espaço e tempo, apagar das memórias e continuar a partir daí, como se nada tivesse chegado a acontecer.
Sinto muita falta do companheirismo, da amizade, do elo de ligação que, apesar de renegado "provisoriamente" (assim o espero), irá sempre existir. 
Gostava de ter muita coisa, em diferentes áreas, mas a nível pessoal/humano nada me faria mais feliz que, a pessoa de quem sinto falta, deixasse o orgulho de parte, acabásse com o silêncio cortante e me desse simplesmente um abraço fraterno.
Bastava só esse gesto e tudo seria esquecido...
Queria tanto abrir os meus braços e dizer-te: "Sê benvindo, continuo a gostar de ti, perdoou-te por tudo"...
Continuo a amar-te, e NUNCA o vou deixar de o fazer, aconteça o que acontecer.

Cristina Espalha
02.Abril.2011