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domingo, 3 de abril de 2011

Compacto - Clave de Lua

Como sabem a algumas publicações anteriores, falei-vos dos CLAVE de LUA.
Hoje quero-vos deixar, antes de mais, caros leitores do meu Blog, algumas palavras explicativas sobre a origem das três guitarras que compõem este grupo musical:


"C.F. Martin aprendeu em Viena e foi para a América fazer guitarras. Fundou em 1833 a companhia hoje gerida pelo seu tetraneto. À vista, a Guitarra Steel-String distingue-se pela forma da caixa e pelo braço estreito; mas o timbre deve muito ao barramento (x-bracing) introduzido pelo dito Martin."

"Leo Fender não inventou a Guitarra Eléctrica, mas concebeu modelos simples, versáteis e baratos, que popularizam o instrumento e continuam a ser preferidos por músicos de primeiríssima. Criou, sim, o Baixo Eléctrico (1951). Até aí não havia um baixo tão ágil, fosse de cordas ou sopro."

"Em Londres, a partir de 1734, John Preston fazia as chamadas English Guittars; de 1764, sobrevive uma guitarra (cítara popular) feita em Lisboa por Joaquim Pedro dos Reis. Desde esses tempos, músicos e construtores têm puxado uns pelos outros e chegou-se à Guitarra Portuguesa dos nossos dias."



Relembro-vos de que os Clave de Lua são um grupo composto por três elementos: na Guitarra Portuguesa - Luís Motta da Silva, na Guitarra Baixo - Paulo Costa e na Guitarra Steel-String - Manuel Ribeiro.
Tiveram três actuações (27 de Novembro de 2010, 19 de Fevereiro e 02 de Abril de 2011) no Bar "Anos 60", no Largo de Terreirinho e mais uma (17 de Dezembro de 2010) na casa de Fados "Cantinho da Alegria" em Lisboa, todas tocadas ao vivo.

Segue a Lista que tocaram na sua última actuação: "Canção dos Primeiros Ventos", "Fandanga", "Muito que Pensar", "Sempre em Festa", "Greensleeves", "Manuel Maria/Moleirinha", "Xariaô", "Nocturno", "Onde irão estes Regatos?", "Monte da Lua", "Esse Azul do Teu Olhar", "Sons de Pedrinhas", "Rondó", "Bicho Caminheiro" e "Grande Marcha de Lisboa (de 1955)".

Relativamente a todas estas músicas:

"Greensleeves" é da autoria de John Dowland (1563-1624).

O "Fado Marcha Manuel Maria" é da autoria de Manuel Maria Rodrigues Marques (1855-1936). Juntou-se ao "Fado Moleirinha" (popular) que resultou numa pequena "suite de instituições do fado castiço".

Duarte & Ciríaco gravaram a "Plaina" em 1968. É um tema popular dos Açores.

Casimiro Ramos (1901-1973) guitarrista, é o autor de o "Nocturno".

"Esse Azul do Teu Olhar", uma canção de amor, da autoria de Manuel Ribeiro.

E todas as restantes músicas são da autoria de Luís Motta da Silva.


Por isto e muito mais vale a pena dar um saltinho a www.palcoprincipal.com/clavedelua  e ouvir as músicas de que vos falo...não se irão arrepender!!!


Cristina Espalha
03.Abril.2011

A Longa Espera



Detesto este sentimento de frustação, de inércia que outrém colocam em mim, quase como um duro e pesado fardo sobre os meus ombros, que me atormenta a alma dia e noite, durante quase um ano e meio.
Sinto que o rumo que as coisas estão a tomar, apesar de errado, pode acarretar profundas mágoas, um tanto ou quanto difíceis de sarar.
O tempo vai avançando, o relógio não pára de dar horas e horas, dias, meses, anos vão passando, nada se resolve, tudo permanece na mesma.
Nada mais posso fazer senão esperar, e a espera avizinha-se longa e dolorosamente difícil de sustentar.
Nesta altura, o que mais anseio é poder ter uma varinha de condão e com o seu toque mágico e uns pózinhos de prelim pim pim, poder recuar no espaço e tempo, apagar das memórias e continuar a partir daí, como se nada tivesse chegado a acontecer.
Sinto muita falta do companheirismo, da amizade, do elo de ligação que, apesar de renegado "provisoriamente" (assim o espero), irá sempre existir. 
Gostava de ter muita coisa, em diferentes áreas, mas a nível pessoal/humano nada me faria mais feliz que, a pessoa de quem sinto falta, deixasse o orgulho de parte, acabásse com o silêncio cortante e me desse simplesmente um abraço fraterno.
Bastava só esse gesto e tudo seria esquecido...
Queria tanto abrir os meus braços e dizer-te: "Sê benvindo, continuo a gostar de ti, perdoou-te por tudo"...
Continuo a amar-te, e NUNCA o vou deixar de o fazer, aconteça o que acontecer.

Cristina Espalha
02.Abril.2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

Improviso

Inebriada de sono lá vou escrevendo estas palavrinhas nas ténues brisas de vento...
Serena e sem inspiração alguma, fito o destino lido -  numa ida directa para o vale dos lençóis, e tento criar de improviso, este post.

Procuro não pensar, no que simultaneamente, anda a acontecer no nosso tão querido país, pois corro sério risco de perder a vontade de exercer o meu direito de abrir a boca, creio que se abrisse, seria para proferir alguns palavrões de forma irracional, frontal e imediata, a quem já o merece a algum tempo.
Isto sem referir a crise instalada, os preços a subir, os ordenados a diminuir, e a taxa de desemprego a aumentar drásticamente, enfim, uma panóplia de coisas a engrossar à lista...

Volto à minha insignificância, remetendo-me ao silêncio, num acto de revolta interior e retorno em grande à ideia inicial deste post - o improviso.

Em decadência espiritual, vou cambaleando, pé ante pé, em linha semi-recta, em direcção ao calor das cobertas, os meus neurónios entraram de férias, recusam-se a trabalhar mais de 12hr/dia  ;-) LoL, e como se costuma dizer "se não podes com eles, junta-te a eles", e assim fiz. Também eu estou, temporariamente de "férias"!!!

Aqui vou euuuuuuuuuuuuuuuuu...lutar com os lençóis, durante as poucas horitas que me restam até a obrigação de acordar, servir de despertador. In té...


Cristina Espalha
01.Março.2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Lágrimas



Houve tempos em que a alegria 
e a tristeza derramavam lágrimas...agora permanece o silêncio.
E nele se afoga as vezes que chorei, 
que sorri,
das alegrias que dei, 
e também das tristezas que vivi.
Nem sempre o destino está a nosso favor
às vezes temos que o contrariar,
fazer de uma amizade, um amor
algo de bom a preservar.
Deixei as lágrimas e a dor
deixei tudo por ti.
Cultivei o amor, 
foi assim que te conheci!


Cristina Espalha

quarta-feira, 23 de março de 2011

Frases ditas por Célebres - Part III



 "Os anjos cuidam e velam até pelos pormenores do cosmo e, de forma especial, pelos homens."

----------São Jerônimo----------


"A moral é apenas a atitude que tomamos para com aqueles de quem gostamos."

----------Oscar Wilde----------


"O fraco jamais perdoa, o perdão é característica do forte."

----------Gandhi----------


"Quem é sábio, aprende muito com os seus inimigos."

----------Aristófanes----------


"Uma casa sem livros é como um corpo sem alma."

----------Marcus Tullius Cícero----------


"Se me apetecer rir de um louco, não preciso de ir procurar muito longe; rio de mim mesmo."

----------Seneca----------


"Não existe verdadeira inteligência sem bondade."

----------Beethoven----------


"Cada momento é de ouro se soubermos reconhecer como tal."

----------Henry Miller----------


"Há que tornar a ungir os cavalos guerreiros e levar a luta até ao fim; porque quem nunca descansa, quem com o coração pensa em conseguir o impossível, esse triunfa."

---------- I Ching----------


"Não esconda os seus talentos. Eles foram feitos para o uso. O que é um relógio de sol na sombra?"

----------Benjamin Franklin----------




Cristina Espalha
23.Março.2011

Primavera

Chegou a nossa amiga PRIMAVERA!
Altura em que os passarinhos entoam cânticos com mais fervor, as flores florecem, dando mais cor e vida às àrvores despidas pelo Inverno, e os animais em geral gostam de acasalar. 
Estação muito ansiada pelos casalinhos, ou até mesmo pelos solteiros, pois diz-se à boca popular - "love is in the air" - traduzindo à letra, "O Amor está no ar".
Há uma maior obstinação em procurar uma companhia, ou adocicar o (a) namorado (a), sintomas permanentes, neste período.
A ideia que nos transmite, é de que os humanos se tornam mais doces e receptivos aos assuntos do coração, pelo menos enquanto não chegar o Verão, tempo de praias e escaldão.
Por isso caso estejam solteiros ou não, aproveitem esta onda de amor no ar e deliciem-se com a Primavera.

Cristina Espalha
23.Março.2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Distância

Sem nos apercebermo-nos, por vezes, deixamos que a distância seja um elemento invencível e afastamo-nos das pessoas durante anos e anos, sem notícias, sem contactos...
Depois quando voltamos a falar com elas, seja porque motivo for, damo-nos conta que passou demasiado tempo, e a sensação de que se perdeu muita coisa pelo meio, invade-nos, como se fosse um sentimento de culpa por termos estado ausentes. Queremos estar e manter o contacto o máximo que pudermos, de forma a compensar o tempo perdido...Simultaneamente numa mistura de sentimentos, rejubilamos com todas as novidades e os caminhos que cada um traçou e/ou caminhou. Sentimos necessidade de preencher o vazio com mais e mais informação...É BOM!!! É BOM reunir-nos todos novamente.
Pois nem sempre o longe se faz perto, e a distância vai galopando, galopando...
Oxalá a partir deste momento, não nos separemos, não podemos deixar que sejamos vencidos, mais uma vez, simplesmente não podemos.



Cristina Espalha
16.Março.2011