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terça-feira, 14 de junho de 2011

Pronúncio



Na carne cetinosa do teu corpo
cravo as minhas unhas
como sinal de poder,
de desejo.
Teu corpo franzino, com linhas ainda por escrever
e caminhos por trilhar
colado no meu, produz em mim a ânsia de te amar, 
de te querer outra, outra vez...e cada vez mais!
As horas passam e a noite já vai alta,
nossos corpos continuam entrelaçados,
naquele que é o nosso leito,
como se fosse um nó de escuteiros, 
tão bem delineado, tão bem feito (incapaz de ser desfeito)...
...as mãos essas, sempre dadas
seja noite ou de dia,
como símbolo de união
e pronúncio de felicidade.
Juntos caminharemos,
de cidade em cidade,
de corpo, alma e coração,
para todo o sempre
para continuar a dar vida 
a esta nossa querida e especial relação.


Cristina Espalha
(Feito a 13.Fevereiro.2010)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"Não deixem nada por fazer, nem nada por dizer - Aproveitem a vida" de António Feio com colaboração de Mª João Costa

Tive a oportunidade de ler este livro no passado dia 5 de Setembro, pela madrugada a dentro, comecei a ler era mais ou menos meia-noite e meia e só acabei às 8h do dia seguinte (cerca de 231/232 páginas).
Foi a primeira vez que me aventurei a ler um livro todo em tão poucas horas, normalmente o meu ser, deixa sempre as coisas a meio para o dia seguinte, ou dias, LOL.
Devo confessar que é um bom livro, recomendo a sua leitura, deixa-nos mesmo a pensar (pelo menos a mim deixou), chega a ter momentos em que dá vontade de chorar e onde também existe o humor, característica acentuada daquele grande Homem que tive a pena de não o ter conhecido pessoalmente - António Feio.
Ao ler este livro quase que o ouvia a proferir aquelas palavras tão suas...era como se ele estivesse a sussurrar nos meus ouvidos tudo aquilo que escreveu.
Foi lindo e mágico. Fará com certeza muita falta neste país sisudo que pouco ri com satisfação.
É engraçado como em parte me identifico com ele, quando fala em sabermos rir de nós mesmos e de como é muito mais fácil viver a vida com humor, vivendo-a intensamente e dando valor às pequenas coisas, que outrora, nos passou ao lado, por diversas razões e que apesar e independentemente da luta que seja, a que estejamos a enfrentar, na nossa vida, nunca devemos desistir, mesmo que, saibamos que no fim seremos derrotados.
Saíremos sim derrotados, mas não ingloriamente ou em vão porque a luta faz-nos ver mais além...
Adorei o livro!
Obrigada António Feio por teres partilhado connosco a tua despedida...
Até sempre...





5 de Setembro de 2010
Cristina Espalha

Humildade

A Humildade é um bem essencial ao ser humano, requer a nossa capacidade de enxergar com os próprios olhos, na pessoa em que nos tornámos.
Se não reconhecemos a pessoa que temos diante de nós, ao espelho, é porque algo está perfeitamente, errado!



29.Agosto.2010
Cristina Espalha

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Retrato

Sinto em mim o calejar da dor crustada, no corpo semi-nú e ao relento...olhando o teu retrato apodrecido e gasto pelo tempo, que enfeitiça e penetra o meu olhar terno, mas entristecido pela tua ausência.
Anseio tocar-te a carne pecaminosa, pela qual rezo todos as noites, por entre Pai-Nossos e Avé-Marias.
Desejo beber da tua sede, o néctar da tua virilidade...simultaneamente, ao afago das tuas mãos no meu peito descaído e enrugado de tanto esperar pelo teu regresso.
A Guerra matou-me por dentro, quando te levou para longe de mim, na defesa de uma Pátria já perdida.
Partiste para não voltar, eu morri para te reencontrar.




24.Agosto.2010
Cristina Espalha

História de Uma Vida

Era uma vez uma rapariga que sempre fora infeliz, já desde tenra idade, a sua infância marcada por um pai ausente e alcoólatra, que venerava até então, era o seu herói, ambicionava ser como ele quando crescesse.
Os anos passaram, muitas garrafas de vinho fizeram parte do seu dia-a-dia, principalmente da noite…sua mãe defendia-se como podia, debatia-se com a ânsia de proteger as suas crias do mal, passando horas a fio, queimando o que restava das forças, do pesar das pálpebras…preferia ser “ela” a vítima do vício de seu marido.
Só não sabia que por ela velava, a sua cria mais velha, sua filha, sempre de olhos abertos por debaixo das cobertas, ou até mesmo escondida atrás das paredes, vigilante…
Assistindo a cenários impróprios para uma criança de quatro anos, que foi crescendo odiando aquele ambiente nauseabundo a álcool e simultaneamente a pessoa que lhe dera a vida.
Esta rapariga, desde muito cedo, obrigaram-na a crescer, a colocar-se na linha da frente do combate, depressa aprendeu a defender-se e a defender.
Foram longos onze anos a sofrer, a odiar, a revoltar-se e a viver uma vida que não pediu.
Aprendeu a rir, uma capa que usou interminavelmente durante a Preparatória.
Alguém um dia a chamou de “menina dos elásticos”.
Aliás todos a conheciam por ser tão vivaz, alegre, divertida, bem-disposta e bem-humorada, sem nunca desconfiarem que por detrás se escondia uma menina fragilizada, infeliz e sozinha.
Poderá dizer-se que teve mãe, não teve pai.
Seu pai fizera a muito custo um tratamento para curar o vício, em contrapartida diagnosticaram-lhe Esclerose em Placas, uma doença progressiva e incapacitante, sem cura, que lhe afectara o cérebro. O homem que tinha sido, iria deixar de existir, por um lado estava feliz, por outro, correria o risco de vir a ter “mais um irmão” e a família passar por grandes dificuldades económicas.
Remeteu-se ao silêncio e deixou o curso da vida correr…
Sua mãe, nunca lhe agradecera…sempre teceu um amor especial pelo rebento mais novo, a quem muito protegeu.
Foi assim até ao presente dia.
No coração desta rapariga permaneceu uma grande mágoa, um sentimento de que “mal-amada”, seu pai nunca a amou, dissera-lhe frontalmente, ainda bêbado, que ela não era sua filha, sua mãe nunca lhe dera um beijo, um abraço, um carinho, fora tudo para o irmão mais novo.
Aos treze anos começa a sentir vontade de ter alguém que lhe diga: “Gosto muito de ti..,” mesmo que isso fosse momentâneo.
Aos quinze anos, começa a namorar oficialmente, e aos dezasseis anos é chamada de “puta” pela própria mãe. O seu desejo de sair de casa é despoletado, mais ainda, mas como é menor, todas as noites de lua cheia, vai para a janela de sua casa, e ao contemplá-la lá no alto do céu, pede afincadamente que cheguem depressa os dezoito anos para poder sair de casa de vez.
Tudo para ela parecia uma eternidade, o tempo não passava…
Mais tarde e ainda com quinze anos, é-lhe detectada dupla Escoliose (duplo desvio da coluna vertebral), com uma curva bem acentuada a partir do cóccix e outra, mas mais compensatória perto do coração, vê-se a andar torta para o lado direito. Obriga-se a ela própria todos os dias a endireitar o corpo até conseguir ter uma postura correcta.
Tem também um fémur maior que o outro, o que acabará por compensar o inclinar da coluna.
Aos dezassete anos, muda de casa, como se fosse uma lufada de ar, vinda em boa hora!
Apenas sentia por parte da sua avó materna e de seu irmão algum carinho, um gostar.
Aos dezanove anos, o seu médico de família diz-lhe frontalmente que recomendava ser operada à coluna antes de fazer os vinte anos.
Acaba por pedir uma segunda opinião, decide não levar avante a operação e acaba por só fazer fisioterapia.
Aos vinte anos, é novamente chamada de “puta” pela mãe depois de uma tentativa de ajudá-la a ter o que comer, injustamente.
Teve o apoio do seu irmão, que se dirigiu a ela para secar-lhe as lágrimas, com um pouco de disparates e algumas palavras animadoras. Uns meses mais tarde, perde a virgindade, novamente é rotulada de “puta” e é ameaçada pela mãe de ser colocada fora de casa.
Sofre em silêncio, por entre lágrimas, no seu quarto fechada.
Seu irmão nada diz, mas sempre presente para colocar um sorriso no rosto.
Aos vinte e um anos perde a avó, com quem convivera desde a sua nascença. A pessoa que a protegeu da ira da sua mãe e de seu pai, com quem dormiu, e que podia dizer que se preocupava com ela.
Foi um golpe duro e seco, como um machado a cortar um tronco de árvore.
Nunca se perdoou por não ter voltado a falar com a avó e de não ter dado mais atenção do que a que dera até esta falecer.
Foram tempos difíceis de ultrapassar e teve de os ultrapassar sozinha, sua mãe precisava da alegria e boa disposição que esta rapariga tinha, mesmo não tendo, para a ajudar.
Ajudou-a e ao seu irmão, ninguém se preocupou em saber como é que ela estava, se precisava de alguma coisa.
Nessa mesma altura, logo após a morte de sua avó, por um acaso, apalpou o seu seio direito, denotou algo estranho.
Comentou com sua mãe, esta não deu a importância devida, dizendo que eram “manias”dela, por sua iniciativa, resolveu ir ao médico e após uma ecografia mamária, descobriu que tinha um nódulo, considerado na altura de Fibroadenoma.
Tudo o que teve, o poder estudar, o dinheiro que foi preciso para exames médicos, materiais escolares, roupas, tudo, tudo, proveio do esforço e dedicação ao suor do trabalho da sua mãe, seu pai nunca lhe dera nada. O que o pai recebia, gastava na bebida.
Hoje perguntam vocês por esta menina, que foi feito dela, pois bem…a vida foi-lhe pregando partidas atrás de partidas, amores não correspondidos ou que se tornaram em desamores, constantes humilhações na escola, foi sempre colocada de parte pelos colegas, era a última a ser escolhida, tinha poucos amigos, foi privada de estar em retiros por parte da igreja (mesmo tendo ido freiras pedirem à sua mãe), não acabou o Secundário, não seguiu para a faculdade como tantos outros o fizeram, teve alguns relacionamentos bastante marcantes, e emocionalmente desgastantes que no final, em vez de a ajudarem só a colocaram mais para baixo na sua auto-estima, só fizeram evidenciar mais ainda o continuar a ser “mal-amada” ou melhor, o não ser amada.
Procurou desde cedo, alguém que a pudesse amar, amou, desiludiu-se, deixou de procurar…
Tinha a noção de que príncipes encantados não existiam, apenas em contos, sabia bem que, não viriam ter com ela a resgatá-la, num cavalo branco, só pediu para viver um pouco do encanto e felicidade que os contos têm.
Pensou muitas vezes em deixar de existir, de diversas formas, pensou em fugir, em se tornar uma mulher de Deus, faltou-lhe a coragem.
Desejou ficar sozinha numa casa…se conseguisse ter dinheiro para comprar uma.
Deixou para trás o sonho cor-de-rosa de um dia vir a casar, ter filhos, ter um trabalho a ganhar bem, tal como seu pai tinha, quando era miúda.
Entretanto, aos vinte e oito anos, teve a oportunidade de ajudar o próximo, mesmo não conhecendo, isso deu-lhe uma grande satisfação, principalmente por ver as reacções tão positivas do outro lado, em resposta à ajuda prestada.
Às vezes basta só uma palavra amiga, um ombro para chorar ou desabafar.
Nessa mesma altura, “perde”o seu irmão, numa discussão acesa, este deixa de lhe falar, ignorando, desconhecendo e renegando-a como sendo sua irmã.
Mais um golpe que a vida lhe dá, como se estivessem a espetar, várias e várias vezes, uma faca de gume afiado no mesmo local até poder ver um orifício consideravelmente largo.
Já lá vai quase um ano e meio e não voltaram a falar…
Continua com o seu nódulo de estimação no peito, por vezes dores agudas na coluna e para agravar ainda tem um problema “desconhecido” (por enquanto) no fígado.
A vida não lhe sorri, ou insiste em não sorrir…
Aos vinte e nove anos não tem trabalho, não tem marido nem filhos, não tem a sua própria casa, não tem dinheiro, e a saúde também o que se lhe diga…
A menina que já chorou tantas noites no seu quarto, durante dias, hoje é mulher, mas embora crescida, por vezes também chora, escondida dos outros, à noite, no seu quarto a olhar para o infinito.
Apesar de todas as agruras que tem tido, a única coisa que guarda de bom é o conseguir, ainda, com o seu bom humor fazer rir os outros, coisa que sempre fez e continua a fazer. Talvez seja a única coisa que aprendeu a fazer bem.
O colocar um sorriso no rosto de alguém é uma vitória para ela, mesmo que no seu caia uma lágrima. 




05.Julho.2010
Cristina Espalha
(História Verídica) 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

14 de Junho 2010

Já não pertenço aqui...se algum dia pensei que parte deste lugar era meu, sem nunca o ser, agora e cada dia que passa, mais sinto, que menos o é. A necessidade de estar no meu espaço que é só meu, tem vindo a aumentar. Começo a acusar algum cansaço e a minha mente cede ao saudosismo dos tempos de solidão.
É incrível como o tempo voa, sem que nos apercebamos, mais ainda, do quanto errámos e do que está por errar.
A vida continua a ser um jogo ridículo e absurdo, que só vale a pena jogar se for para ganhar.
Hoje lembrei-me da minha avó e da sua célebre frase: "O que é teu está guardado e às tuas mãos virá ter." Hoje também me pergunto:
Será que efectivamente já tenho o que me pertence? Ou será que ainda está para vir?
A incerteza consome-me a alma, impedindo que o meu "ser" feche os olhos e descanse no "sono eterno".
Estou exausta de deambular por caminhos que me levam a lugar nenhum, de viver afundada na depressão de nada ter ou conseguir.
A quem é que interessa esta vida de negativismo e sucessivos fracassos??
É engraçado porque a vida é minha e nem a mim me interessa.



14.Junho.2010
Cristina Espalha

Introespectiva

Cada vez mais o puzzle da minha vida está a desfazer-se dia após dia, desmembra-se da forma original. Não percebo o porquê e creio que não é para compreender, mas sim, daí retirar uma lição e aprender.
Se antes o sorriso voltara a fazer parte da minha face, com um pensamento de um possível futuro diferente daquele que inicialmente apontava como sendo solitário, hoje volta a desaparecer.
O sentimento depressivo, insatisfeito, inconformado, triste está a apoderar-se novamente deste corpo reles que serve apenas para propósitos meramente carnais. De facto, o meu nascimento não foi afortunado, nem abençoado com lufadas de sorte, por mais que o meu ser se esforce por contrariar as tendências...
Estarei eu condenada a ver os outros a percorrerem todos os caminhos que sempre quis percorrer e não consigo deixar de ficar para trás e vê-los a partir??!!
Tenho vontade de ir embora, sair de onde estou e recomeçar bem longe, conhecer pessoas e locais novos, viver novas e apaixonantes experiências, mas as correntes da vida que levo impedem-me de ter a força necessária para as quebrar e fugir, sem remorços de não voltar.
Falta-me a coragem para arriscar, apesar de me considerar uma pessoa aventureira...talvez porque na minha vida sempre faltou muita coisa e infelizmente continua a faltar... dou por mim, com uma mão cheia de nada!




25 de Abril de 2010
Cristina Espalha

O Sentimento de Ontem

Apago a luz da cozinha como se estivesse a reflectir a minha vida neste momento. E eis, enfim, a escuridão! A depressão abarca agora 45% do meu corpo, sedento de Amor, de paz interior...
Cheguei ao ponto de estar cansada de procurar trabalho, e sem ele, não posso ter objectivos, sem eles, sou - UM NADA - como, durmo, vejo TV, vou à net, raramente saio de casa. Vou sair para quê?? Porquê?? Com quem? Se me perguntarem se tenho vida, eu respondo que não, mas ainda vivo, o coração ainda bate.
Tem sido muito difícil manter a saúde mental saudável, com tantas preocupações...

...Muito difícil.



05.abril.2010
Cristina Espalha

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Saudade

Sinto saudade dos momentos de meninice, da minha casa, da minha pacata vida, tão modesta e simples, desde o ladrar do meu cão, o chilrear dos pássaros pela manhã no parapeito da minha janela do quarto, a música dos meus vizinhos a entrar pelos meus ouvidos apenas calibrados pelo silêncio da noite, a minha mãe a perguntar-me se vou almoçar/jantar ou não, até do meu irmão a passar por mim e ignorar-me, até disso tenho saudades.
Parece absurdo, mas não é!
É incrível como as mais pequenas coisas e gestos, que em nada têm importância no nosso dia-a-dia, tomam forma e ganham o todo o seu valor quando estamos longe...e às vezes estamos tão perto, desde que o queiramos e sintamos necessidade de estarmos lá.
Nem sempre o ditado "o longe se faz perto" se aplica a todas as circunstâncias, mas cada minuto que passamos com a nossa família vale a pena, mesmo que estejamos só em silêncio, porque o importante é e sempre será - a nossa presença.


30.Janeiro.2010
Cristina Espalha

Mais um Espinho

Nesta vida, infelizmente não podemos dizer que somos felizes inteiramente...há sempre um espinho que, por mais pequeno que seja, espeta-nos como se de um golpe fundo numa mão se tratasse, e dela jorrasse litros e litros de sangue -  a nossa essência - a esvaír-se aos poucos, mas simultaneamente tão depressa...
É nestes momentos que questiono: Porque é que a minha felicidade tem obrigatoriamente de ter um limite, ou melhor, um tempo de duração?
Nada é certo e etéreo, mas então se assim é...Porque tenho de me ferir e jorrar "n" litros de sangue a cada golpe que a vida ou outrém me dão?
Serei eu, sado-masoquista ou simplesmente mais um objecto de açoite de quando em vez????




15.Janeiro.2010
Cristina Espalha

O Acaso

Há muito que não vinha até cá escrever umas palavrinhas...a minha vida tem sido uma montanha russa, ora estou em baixo, ora estou em cima, ou quiçá quando dou por mim já "estou de lado"...Mas, sem nunca perder o tino, aqui voltei para vos falar do 'Acaso' - este traquinas!
Há quem justifique tudo o que lhe acontece como "obra divina", outros é o 'acaso', na minha vida e desde o início do mês de Dezembro, comecei a acreditar no 'acaso' como algo bom, existente e misterioso.
Foi ele quem me proporcionou momentos dos quais, ainda estou a viver, que nunca pensei vir a passar por eles, devolveu-me metade da minha alegria, que julgava já não ter e deu-me a possibilidade de vir a concretizar um grande sonho meu - o ser FELIZ! (eu tenho mais, mas este é sem dúvida o que mais importa para mim)
Há coisas que não se explicam, sentem-se, olham-se sem estarmos a olhar, falam-se sem que para isso tenhamos que abrir a boca, palavras ditas no silêncio e ouvidas pela mente...enfim, uma panóplia de gestos, atitudes, gostos, locais, frases, palavras repetidas simultaneamente que, sem nunca pensar na mensagem que isso quer transmitir, têm-se manifestado de forma intensa, quase como um dever/obrigação, do género:
"Faz o favor de ser feliz, porque aqui tens o que precisas para sê-lo."
Por vezes fico inerte ao ponto de querer abrir a boca e nada sair, que acaba por ser "frustante" e delicioso. Fico feliz por ainda ter a hipótese de perguntar:
- Tenho direito a isto tudo?? Ou ainda não acordei?!
Sejas tu - 'Acaso' - a razão da minha alegria e satisfação, ou não, o meu MUITO OBRIGADA!


05.Janeiro.2010
Cristina Espalha